Seja aonde e quando for, lá Jesus é Rei

Compreendendo a amplitude do alcance Reino de Deus

Foto de Krivec Ales no Pexels

Você consegue se lembrar de uma viagem longa que você fez? Não é curioso que, por vezes, nos lembremos de uma viagem longa e, ainda assim, tal viagem nem foi para o lugar mais longe que já fomos? Explico. Você pode ir de ônibus daqui da Zona Norte de São Paulo para o distrito de Parelheiros. Vai levar aí de duas a três horas. No mesmo tempo você pega um avião e desembarca em Curitiba, PR

Essa dimensão e compreensão de tempo e espaço, locomoção urbana, enfim, a física e a engenharia compreendem melhor que eu. Nem é sobre estes cálculos, mas sim sobre a amplitude do alcance Reino de Deus que quero falar hoje. Não importa aonde e quando for, lá Jesus é rei. Vamos ao texto do Evangelho Segundo São João 18.33–37, para compreendermos melhor.

33Então Pilatos entrou novamente no palácio e ordenou que trouxessem Jesus. “Você é o rei dos judeus?”, perguntou ele.

34Jesus respondeu: “Essa pergunta é sua ou outros lhe falaram a meu respeito?”.

35“Acaso sou judeu?”, disse Pilatos. “Seu próprio povo e os principais sacerdotes o trouxeram a mim para ser julgado. Por quê? O que você fez?”

36Jesus respondeu: “Meu reino não é deste mundo. Se fosse, meus seguidores lutariam para impedir que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas meu reino não procede deste mundo”.

37Pilatos disse: “Então você é rei?”.

“Você diz que sou rei”, respondeu Jesus. “De fato, nasci e vim ao mundo para testemunhar a verdade. Todos que amam a verdade ouvem minha voz.”

A igreja cristã reservou o último domingo de seu calendário litúrgico para sempre reafirmar uma verdade que deve reger nossas vidas em todos os aspectos: Cristo, Rei do Universo.

O texto que lemos está no contexto da prisão e julgamento de Jesus. Ele havia sido enviado a Caifás, o sumo sacerdote, e condenado, foi encaminhado para Pilatos, governador da região, para ser julgado. O rito religioso fora cumprido, agora passava-se ao rito civil. Entre um e outro, temos Pedro negando a Jesus por três vezes.

Jesus está diante de Pilatos, que já tinha conhecimento da acusação feita pelos judeus: ele se proclama o Messias. Agora o governador quer ouvir dos lábios de Jesus tal declaração.

O diálogo se trava e culmina com as duas declarações que quero destacar de nosso texto para nossa meditação hoje.

Jesus está ciente que está diante do representante do Império na região. Ele não está clamando um reino que procede de poderes humanos, conquistado por guerras e revoluções.

Perceba que Jesus não diz que ele não é rei. Ele é, sim, rei e seu reino não é deste mundo. Isto implica em compreender que não é para o governo dos homens que Jesus foi enviado.

O Reino de Jesus não é construído a base de guerra e opressão, mas sim do sangue derramado na cruz e da vitória sobre a morte. Jesus não está preocupado em que o Brasil seja uma nação cristã, pois o Brasil, e todas as nações que existiram e virão a existir estão sob o seu reino. Ele é Senhor sobre tudo o que há.

A luta dos discípulos de Jesus não é para a construção de uma nação terrivelmente evangélica, mas para a instituição plena do Reino de Deus. Você e eu lutamos para abreviar a vinda do Reino, para tal, é preciso compreender que as dimensões do poder político do nosso tempo, tal qual o Império Romano na Palestina do século I, está corrompida e perdida.

Jogaremos a toalha, então, e não nos envolveremos com as coisas deste mundo, já que o Reino de Deus não é deste mundo? Não, pelo contrário, viveremos neste mundo como embaixadores do Reino de Deus, promovendo a justiça baseados no caminho que Jesus mesmo instituiu para nós.

Verdade. Eis aqui um tema sobre o qual todo ser humano conhece bem. Cada um tem a sua verdade. Jesus tem a dele. É a verdade de que “os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas-novas são anunciadas aos pobres”. Mateus 11.5

A verdade de Jesus reside nas boas-novas de salvação sendo proclamada. Aqueles que amam a verdade ouvem a voz de Jesus e o seguem. Não há governo neste mundo capaz de impedir que o cristão viva sua fé.

A prova maior disto tivemos anos mais tarde, quando encontramos em Hebreus 11.35–38 o relato sobre aqueles que ouviram voz de Jesus e por amor à verdade “foram torturados, recusando-se a ser libertos, e depositaram sua esperança na ressurreição para uma vida melhor. Alguns foram alvo de zombaria e açoites, e outros, acorrentados em prisões. Alguns morreram apedrejados, outros foram serrados ao meio, e outros ainda, mortos à espada. Alguns andavam vestidos com peles de ovelhas e cabras, necessitados, afligidos e maltratados. Este mundo não era digno deles. Vagaram por desertos e montes, escondendo-se em cavernas e buracos na terra”.

Num mundo cheio de certezas e verdades, os cristãos se movem ouvindo a voz de Jesus, o Rei, obedecendo fielmente ao seu chamado de anunciar o Reino de Deus.

No domingo que a Igreja cristã reserva para lembrar que Cristo é o Rei do Universo, quero desafiar você a viver esta verdade diariamente: não há poder no mundo capaz de fazer frente ao Rei de amor e graça que é Jesus. Ele é o nosso Senhor, nosso rei. Não há um canto sequer em toda a criação que Jesus não seja senhor e rei sobre ele. Cristo, Rei do Universo! Nosso Rei! Maranata, ora vem, Senhor Jesus.

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Aprendendo com Jesus a leveza de viver. Pastor apaixonado pela Bíblia e as áreas de conhecimento que a cercam | giovannialecrim.com.br

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Giovanni Alecrim

Giovanni Alecrim

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