No fim das contas…

Uma série de mensagens poético-musical sobre os apocalipses da bíblia e da vida. Parte 3 de 4

O fim dos tempos segundo Jesus em Lucas 17 e Coração Civil de Milton Nascimento

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade dos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver

São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Bom sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder?
Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar

20 Certo dia, os fariseus perguntaram a Jesus: “Quando virá o reino de Deus?”.

Jesus respondeu: “O reino de Deus não é detectado por sinais visíveis. 21 Não se poderá dizer: ‘Está aqui!’ ou ‘Está ali!’, pois o reino de Deus já está entre vocês”.

22 Então ele disse a seus discípulos: “Aproximam-se os dias em que desejarão ver o tempo do Filho do Homem, mas não o verão. 23 Dirão a vocês: ‘Vejam, lá está!’ ou ‘Aqui está ele!’, mas não os sigam. 24 Porque, assim como o relâmpago lampeja e ilumina o céu de uma extremidade a outra, assim será no dia em que vier o Filho do Homem. 25 Mas primeiro é necessário que ele sofra terrivelmente e seja rejeitado por esta geração.

26 “Quando o Filho do Homem voltar, será como no tempo de Noé. 27 Naqueles dias, o povo seguia sua rotina de banquetes, festas e casamentos, até o dia em que Noé entrou na arca e veio o dilúvio, que destruiu a todos.

28 “E o mundo será como no tempo de Ló. O povo se ocupava de seus afazeres diários, comendo e bebendo, comprando e vendendo, cultivando e construindo, 29 até o dia em que Ló deixou Sodoma. Então fogo e enxofre ardente caíram do céu e destruíram a todos. 30 Sim, tudo será como sempre foi até o dia em que o Filho do Homem for revelado. 31 Nesse dia, quem estiver na parte de cima da casa, não desça para pegar suas coisas. Quem estiver no campo, não volte para casa. 32 Lembrem-se do que aconteceu à esposa de Ló! 33 Quem se apegar à própria vida a perderá; quem abrir mão de sua vida a salvará. 34 Naquela noite, duas pessoas estarão dormindo na mesma cama; uma será levada, e a outra, deixada. 35 Duas mulheres estarão moendo cereal no moinho; uma será levada, e a outra, deixada. 36 Dois homens estarão trabalhando juntos num campo; um será levado, e o outro, deixado”.

37 “Senhor, onde isso acontecerá?”, perguntaram os discípulos. Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, ali se ajuntarão os abutres”.

Esse ditado dos abutres que se reúnem em torno do corpo em decomposição ocorre diversas vezes no AT (cf. Jó 39:30; Hc 1:8; Ez 39:17). É uma metáfora para a obrigatoriedade, inevitabilidade e onipresença do juízo. Os abutres farejam e visualizam os cadáveres que lhes servem de comida de grandes distâncias. Os abutres são imagem dos executores da condenação, que fazem desaparecer a podridão. A sentença proverbial sobre a carniça e os abutres que a devoram expressa a seguinte idéia: quando o mundo estiver maduro para o juízo, o juízo acontecerá com tanta certeza e precisão como os abutres comparecem em torno de um cadáver combalido.

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Um ser deslocado, fazedor de coisas

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